Introdução

3ª Edição 2006

Visando atender a um expressivo número de bibliotecas brasileiras que já usam a automação, além das correções e alterações surgidas em uma nova edição, esta 3a. edição aparece com uma inversão na forma de apresentação dos exemplos. Os exemplos permanecem os mesmos, mas aparecem impressos no corpo da publicação em Machine-Readable Cataloguing (MARC), hoje MARC 21, ou simplesmente MARC, enquanto a forma de catalogação tradicional norte-americana ou brasileira continua só no CD-ROM. Este permanece como nas edições anteriores: reprodução da fonte principal de informação de cada item, catalogação na forma tradicional e, em seguida no formato MARC.

Outras alterações relativas às edições anteriores: a) Os glossários específicos dos capítulos 5, 6, 7, 8, e 10 foram reintegrados em um só no final do volume, correspondendo ao Apêndice D, do Código original;

b) As regras R25.25 a R25.35, Títulos uniformes para música, incluídas como Anexo entre os Cap. 5 e Cap. 6 foram reintegradas às regras do próprio Cap. 25; c) Inclusão do Cap. 26 – Remissivas, por meio das suas diversas formas como parte inicial do Cap. 21; d) Inclusão do Cap.13 – Análise.

Outro alerta é sobre a alteração de uma entrada, cujo erro se tornou consolidado nas bibliotecas brasileiras, por meio das nossas traduções do Código da Vaticana (1962) e do AACR (1969), sem usar como subcabeçalho do governo do Brasil (Brasil), os nomes corretos das entidades do Poder Legislativo. As diversas Constituições brasileiras são a base para essa mudança, tratadas em 24-13, 24.18, Tipo 8 (R24-21). Não se trata apenas de Congresso (Congress) como nos Estados Unidos, mas Congresso Nacional, constituído de Senado Federal e não Senado, e Câmara dos Deputados. Outra alteração é a abreviatura do nome de uma pessoa, usada como elemento no estabelecimento da sua entrada como entidade: chefes de estado, de outras autoridades governamentais, de papas e outras autoridades (R 21.4D). Para essa abreviatura não há regra fixa. Deve ser a forma consagrada pelo uso no país, que realmente identifique a autoridade em qualquer época e em qualquer lugar. Nessa regra foram sugeridas formas adequadas de abreviaturas dos nomes dos Presidentes do Brasil.

Como já esclarecido nas introduções da 1a edição (2003) e 2a edição (2004) deste manual, este é uma continuidade do “AACR2: descrição e pontos de acesso” (1995 e 2001), mas que só incluía os Cap. 1 – Regras gerais de descrição e Cap. 2 – Livros, folhetos e folhas soltas impressas. O desenvolvimento tecnológico exige o tratamento dos diferentes suportes da informação, que aguardavam, pacientemente, a sua vez de inclusão nos acervos, razão deste manual.

Todos os capítulos foram incluídos com a mesma seqüência numérica, alterações e nova terminologia do “AACR2 2002 Revision”. O Cap.1, o mais extenso da primeira parte, concentra todas as regras gerais de descrição que se aplicam aos diversos suportes da informação. Do Cap. 2 – Livros, folhetos e folhas soltas impressas ao Cap.12 – Recursos contínuos (antigo Publicações seriadas = Serials), sem numeração seqüencial completa, mas com o mesmo identificador do Cap. 1, só incluíram as regras diferentes e/ou específicas, acompanhadas de seus exemplos; e, inclusão do Cap. 13 – Análise. Na 2ª Parte, foram incluídos todos os capítulos, e também o Apêndice D – Glossário. As regras que representam bem o Cap. 26 – Remissivas, foram incluídas no início do Cap. 21. Os demais apêndices: A – Uso de maiúsculas; B – Abreviaturas; C – Numerais; e E – Artigos Iniciais, cujas regras complementam as demais do Código, só aparecem aplicados nos exemplos.

O “AACR2 2002 Revision” não sofreu grandes alterações, tanto assim que continua sendo editado como revisão, e não como nova edição. Entre as alterações, sem considerar a nova redação ou a renumeração de algumas regras, comuns nesse tipo de revisão, devem ser destacadas as que se seguem:

A inclusão de novos conceitos ou a alteração de outros, em decorrência do progresso tecnológico, e a disseminação de novos recursos, expressão assim estabelecida, mais adequada e mais abrangente do que alguns termos anteriores. Recurso bibliográfico, por exemplo, escolhido como termo para a identificação deste manual, “uma expressão ou manifestação de uma obra ou de um item que constitui a base de uma descrição”; o Cap. 9 – Recursos eletrônicos, substituindo Arquivos de dados legíveis por máquina, ou Cap. 12 – Recursos contínuos, em substituição a Publicações seriadas, conseqüentemente, alterando, com os novos conceitos, a abrangência e a abordagem dos assuntos tratados nesses capítulos.

As modificações maiores se deram nos seguintes capítulos: Cap. 3 – Materiais cartográficos, principalmente na área 3, dos dados matemáticos, com o acréscimo do tipo e extensão do recurso (3.3E); representação gráfica digital (3.3F) e numeração relativa a publicações seriadas (3.3G), possibilitando uma descrição mais precisa de materiais cartográficos apresentados sob a forma de recursos eletrônicos ou contínuos; Cap. 9 – Recursos eletrônicos, fazendo a distinção entre os recursos de acesso direto ou de acesso remoto; preferência ao próprio recurso como fonte principal de informação; opção para o uso de terminologia convencional na descrição física do recurso, não só dos já existentes como também de novos que vão surgindo, como CD-ROM, DVD, DVCAM etc.; Cap. 12 – Recursos contínuos, incluindo as publicações seriadas (serials) e os recursos integrados em andamento ou de inclusão permanente, por exemplo, atualizados por folhas soltas ou site da Web.

A criação do Apêndice E – Artigos iniciais, que consiste de uma lista de artigos dos idiomas mais freqüentes e que entram na composição de alguns cabeçalhos, especificamente dos títulos uniformes. Exclusão da regra 1.4D4, que estabelecia o uso abreviado do nome do editor, distribuidor etc. na 4ª área de descrição, quando esse nome fosse identificado na área do título e indicação de responsabilidade, restringindo a utilização dessa 4ª área para fins de recuperação por sistemas automatizados. Exclusão da regra 22.12B, que determinava a inclusão de títulos de nobreza britânicos (Sir, Dame, Lord, Lady) nos cabeçalhos de entrada, o que pouco acrescentava e resultava em obstáculo ao alinhamento ou arquivamento pelo formato MARC. No entanto, sempre que necessário, esses títulos podem ser usados para a distinção entre nomes idênticos, de acordo com a regra 22.19B1. O mesmo obstáculo é causado pelas mulheres que se identificam apenas pelos nomes dos maridos, acompanhados pelo título de tratamento (Sra., Senhora e seus correspondentes em outras línguas), regra 22.15B1. Esse título deve ser posposto ao nome, e não na ordem em que seria lógico ser usado. Expansão da regra 1.6 – Área de série, abrangendo situações variadas desse dado, como numeração parte integrante do título, designação cronológica após a indicação numérica ou alfabética, a pontuação para cada caso, alterando também aquelas regras correspondentes em outros capítulos.

Quanto aos pontos de acesso, fora algumas alterações já registradas nas revisões de 1988 e 1998, o que aparece na revisão 2002 é a exclusão do termo “proeminente”, ou “mencionado com destaque”, da regra 21.1B2d, obras que relatam a atividade coletiva de uma conferência, expedição, um evento etc.: ... “desde que compreendidos na definição de entidade, o estabelecimento de suas entradas não depende de serem mencionados com destaque no item que está sendo catalogado”.

Machine Readable Cataloguing (MARC)

Finalmente, não é intenção deste manual ensinar as regras desse formato, apesar de se tornar uma fonte prática para o seu estudo. Assim foram apresentados os campos e subcampos correspondentes às áreas da catalogação descritiva, aos pontos de acesso principal e secundários (com a exclusão dos de assunto), os indicadores, usando o símbolo # (jogo-da-velha) como espaço em branco e $ (cifrão) precedendo o delimitador de subcampo, com espaço, apenas para maior visualização da informação.

A Autora.

 
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