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Outras alterações
relativas às edições anteriores: a) Os glossários específicos
dos capítulos 5, 6, 7, 8, e 10 foram reintegrados em um só no
final do volume, correspondendo ao Apêndice D, do Código
original;
b) As regras R25.25 a
R25.35, Títulos uniformes para música, incluídas como Anexo entre os
Cap. 5 e Cap. 6 foram reintegradas às regras do próprio Cap. 25; c)
Inclusão do Cap. 26 – Remissivas, por meio das suas diversas formas
como parte inicial do Cap. 21; d) Inclusão do Cap.13 – Análise.
Outro alerta é sobre a
alteração de uma entrada, cujo erro se tornou consolidado nas
bibliotecas brasileiras, por meio das nossas traduções do Código da
Vaticana (1962) e do AACR (1969), sem usar como subcabeçalho do
governo do Brasil (Brasil), os nomes corretos das entidades do Poder
Legislativo. As diversas Constituições brasileiras são a base para
essa mudança, tratadas em 24-13, 24.18, Tipo 8 (R24-21). Não se
trata apenas de Congresso (Congress) como nos Estados Unidos, mas
Congresso Nacional, constituído de Senado Federal e não Senado, e
Câmara dos Deputados. Outra alteração é a abreviatura do nome de uma
pessoa, usada como elemento no estabelecimento da sua entrada como
entidade: chefes de estado, de outras autoridades governamentais, de
papas e outras autoridades (R 21.4D). Para essa abreviatura não há
regra fixa. Deve ser a forma consagrada pelo uso no país, que
realmente identifique a autoridade em qualquer época e em qualquer
lugar. Nessa regra foram sugeridas formas adequadas de abreviaturas
dos nomes dos Presidentes do Brasil.
Como já esclarecido nas
introduções da 1a edição (2003) e 2a edição (2004) deste manual,
este é uma continuidade do “AACR2: descrição e pontos de acesso”
(1995 e 2001), mas que só incluía os Cap. 1 – Regras gerais de
descrição e Cap. 2 – Livros, folhetos e folhas soltas impressas. O
desenvolvimento tecnológico exige o tratamento dos diferentes
suportes da informação, que aguardavam, pacientemente, a sua vez de
inclusão nos acervos, razão deste manual.
Todos os capítulos foram
incluídos com a mesma seqüência numérica, alterações e nova
terminologia do “AACR2 2002 Revision”. O Cap.1, o mais extenso da
primeira parte, concentra todas as regras gerais de descrição que se
aplicam aos diversos suportes da informação. Do Cap. 2 – Livros,
folhetos e folhas soltas impressas ao Cap.12 – Recursos contínuos (antigo
Publicações seriadas = Serials), sem numeração seqüencial
completa, mas com o mesmo identificador do Cap. 1, só incluíram as
regras diferentes e/ou específicas, acompanhadas de seus exemplos;
e, inclusão do Cap. 13 – Análise. Na 2ª Parte, foram incluídos todos
os capítulos, e também o Apêndice D – Glossário. As regras que
representam bem o Cap. 26 – Remissivas, foram incluídas no início do
Cap. 21. Os demais apêndices: A – Uso de maiúsculas; B –
Abreviaturas; C – Numerais; e E – Artigos Iniciais, cujas regras
complementam as demais do Código, só aparecem aplicados nos exemplos.
O “AACR2 2002 Revision” não
sofreu grandes alterações, tanto assim que continua sendo editado
como revisão, e não como nova edição. Entre as alterações, sem
considerar a nova redação ou a renumeração de algumas regras, comuns
nesse tipo de revisão, devem ser destacadas as que se seguem:
A inclusão de novos
conceitos ou a alteração de outros, em decorrência do progresso
tecnológico, e a disseminação de novos recursos, expressão assim
estabelecida, mais adequada e mais abrangente do que alguns termos
anteriores. Recurso bibliográfico, por exemplo, escolhido como termo
para a identificação deste manual, “uma expressão ou manifestação de
uma obra ou de um item que constitui a base de uma descrição”; o
Cap. 9 – Recursos eletrônicos, substituindo Arquivos de dados
legíveis por máquina, ou Cap. 12 – Recursos contínuos, em
substituição a Publicações seriadas, conseqüentemente, alterando,
com os novos conceitos, a abrangência e a abordagem dos assuntos
tratados nesses capítulos.
As modificações maiores se
deram nos seguintes capítulos: Cap. 3 – Materiais cartográficos,
principalmente na área 3, dos dados matemáticos, com o acréscimo do
tipo e extensão do recurso (3.3E); representação gráfica digital
(3.3F) e numeração relativa a publicações seriadas (3.3G),
possibilitando uma descrição mais precisa de materiais cartográficos
apresentados sob a forma de recursos eletrônicos ou contínuos; Cap.
9 – Recursos eletrônicos, fazendo a distinção entre os recursos de
acesso direto ou de acesso remoto; preferência ao próprio recurso
como fonte principal de informação; opção para o uso de terminologia
convencional na descrição física do recurso, não só dos já
existentes como também de novos que vão surgindo, como CD-ROM, DVD,
DVCAM etc.; Cap. 12 – Recursos contínuos, incluindo as publicações
seriadas (serials) e os recursos integrados em andamento ou
de inclusão permanente, por exemplo, atualizados por folhas soltas
ou site da Web.
A criação do Apêndice E –
Artigos iniciais, que consiste de uma lista de artigos dos idiomas
mais freqüentes e que entram na composição de alguns cabeçalhos,
especificamente dos títulos uniformes. Exclusão da regra 1.4D4, que
estabelecia o uso abreviado do nome do editor, distribuidor etc. na
4ª área de descrição, quando esse nome fosse identificado na área do
título e indicação de responsabilidade, restringindo a utilização
dessa 4ª área para fins de recuperação por sistemas automatizados.
Exclusão da regra 22.12B, que determinava a inclusão de títulos de
nobreza britânicos (Sir, Dame, Lord, Lady) nos cabeçalhos de
entrada, o que pouco acrescentava e resultava em obstáculo ao
alinhamento ou arquivamento pelo formato MARC. No entanto, sempre
que necessário, esses títulos podem ser usados para a distinção
entre nomes idênticos, de acordo com a regra 22.19B1. O mesmo
obstáculo é causado pelas mulheres que se identificam apenas pelos
nomes dos maridos, acompanhados pelo título de tratamento (Sra.,
Senhora e seus correspondentes em outras línguas), regra 22.15B1.
Esse título deve ser posposto ao nome, e não na ordem em que seria
lógico ser usado. Expansão da regra 1.6 – Área de série, abrangendo
situações variadas desse dado, como numeração parte integrante do
título, designação cronológica após a indicação numérica ou
alfabética, a pontuação para cada caso, alterando também aquelas
regras correspondentes em outros capítulos.
Quanto aos pontos de acesso,
fora algumas alterações já registradas nas revisões de 1988 e 1998,
o que aparece na revisão 2002 é a exclusão do termo “proeminente”,
ou “mencionado com destaque”, da regra 21.1B2d, obras que relatam a
atividade coletiva de uma conferência, expedição, um evento etc.:
... “desde que compreendidos na definição de entidade, o
estabelecimento de suas entradas não depende de serem mencionados
com destaque no item que está sendo catalogado”.
Machine Readable
Cataloguing (MARC)
Finalmente, não é intenção
deste manual ensinar as regras desse formato, apesar de se tornar
uma fonte prática para o seu estudo. Assim foram apresentados os
campos e subcampos correspondentes às áreas da catalogação
descritiva, aos pontos de acesso principal e secundários (com a
exclusão dos de assunto), os indicadores, usando o símbolo # (jogo-da-velha)
como espaço em branco e $ (cifrão) precedendo o delimitador de
subcampo, com espaço, apenas para maior visualização da informação.
A Autora.
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