Visando atender a um expressivo número de bibliotecas brasileiras que já usam a automação, além das correções normais, surgidas em uma nova edição, esta 5a. edição (2012), assim como as anteriores, desde a 3a. edição (2006), aparecem com uma inversão na forma de apresentação dos exemplos. Nas edições anteriores, 1a. (2003) e 2a. (2004), os exemplos aparecem impressos no corpo da publicação, em formato de catalogação tradicional norte-americana e brasileira e nas demais aparecem em Machine Readable Cataloguing Format (Formato MARC), hoje MARC 21, ou simplesmente MARC. Os dois formatos continuam juntos no CD-ROM que acompanha este Manual e da mesma forma em todas as edições: reprodução da fonte principal de informação de cada item, catalogação na forma tradicional e, em seguida, no formato MARC.
Todos os capítulos, com a mesma sequência numérica, alterações e nova terminologia do "AACR2 2002 Revision", foram incluídos nas edições anteriores deste Manual, e continuam nesta 5a. edição. O Cap.1, o mais extenso da primeira parte, concentra todas as regras gerais de descrição que se aplicam aos diversos suportes da informação. Do Cap. 2 – Livros, folhetos e folhas soltas impressas ao Cap.12 – Recursos contínuos (antigo Publicações seriadas = Serials), sem numeração sequencial completa, mas com o mesmo sistema de indicadores do Código, só incluem as regras diferentes e/ou específicas, acompanhadas de seus exemplos. Na 2ª Parte, foram incluídos todos os capítulos, e também o Apêndice D – Glossário. Os demais apêndices: A – Uso de maiúsculas; B – Abreviaturas; C – Numerais; e E – Artigos Iniciais, todos, cujas regras complementam as demais do Código, só aparecem aplicadas nos exemplos.
Os exemplos permanecem praticamente os mesmos, com correções que foram surgindo à medida de seu uso em cursos e pesquisas, sem comprometer as regras neles contidas.
Na DESCRIÇÃO: a) Atualização de dados da descrição de alguns recursos contínuos, periódicos que foram encerrados ou mudaram de suporte, não só no Cap. 12, como em outros capítulos. b) Atualização de campos, subcampos e indicadores do MARC, com ênfase do campo 490, Informação de série (R), já existente, mas pouco utilizado, substituto do campo 440. A explicação detalhada dessa substituição, usando o próprio documento do MARC, integra o título "Formato MARC (campos usados)", páginas preliminaries desta 5a. edição, bem como a aplicação de suas regras nos exemplos, quando requeridas. Já tinham constado da 4a. edição (2009), mas só no CD-ROM, por se tratar de regra complexa e no início de seu uso definitivo, 2009 e questionadas pelos catalogadores de algumas redes de Bibliotecas, que ainda não tinham estabelecido uma política para o seu uso.
Nos PONTOS DE ACESSO: a) Datas de nascimento e/ou nascimento e morte são acrescentadas aos nomes para distinguir pessoas com nomes idênticos (22.17A), e como dado opcional, são usadas para todos os nomes. Nas edições anteriores deste Manual só foram usadas essas datas, para os compositores clássicos (Cap. 5 e Cap. 6), datas já pesquisadas e usadas pela Biblioteca Nacional e/ou Library of Congress. Nesta 5a. edição foram acrescentadas em grande parte das entradas, desde que facilmente disponíveis, visando principalmente ao catálogo de autoridade.Ainda nos Pontos de Acesso e que já constam desde a 3a. edição (2006), mas merecem ser destacadas: b) Entrada pelo título uniforme para filmes cinematográficos e gravações de vídeo, Cap. 7 e, por instruções da Library of Congress, também para recursos eletrônicos, Cap. 9, como Microsoft Windows, WordStar etc. c) Entrada das entidades do Poder Legislativo do Brasil, de acordo com a forma correta dos nomes que aparecem nas Constituições brasileiras: não se trata apenas de Congresso (Congress) como nos Estados Unidos, mas Congresso Nacional, constituído de Senado Federal e não só Senado (Senate), e Câmara dos Deputados (R24.13, 24.18, Tipo 8, R24.21). d) Abreviatura do nome de uma pessoa, usada como elemento no estabelecimento da sua entrada como entidade: chefes de Estado, de outras autoridades governamentais, de papas e outras autoridades. Para essa abreviatura, não há regra fixa, deve ser a forma abreviada consagrada pelo uso no país, e que realmente identifique a autoridade em qualquer época e em qualquer lugar. O que estava sendo usado para presidentes era abreviar, e sem critério definido, formas abreviadas do nome deles. Depois de várias fontes pesquisadas, e procurando garantir a uniformidade de tratamento das abreviaturas para esse uso, como sugestão, foram estabelecidas as entradas para todos os presidentes do Brasil, em 21.4D.
Quanto ao Código "AACR2 2002 Revision", não sofreu grandes alterações, tanto assim que continua sendo editado como revisão, e não como nova edição. Entre suas alterações, sem considerar a nova redação ou a renumeração de algumas regras, comuns nesse tipo de revisão, devem ser destacadas as que se seguem.
A -- Inclusão de novos conceitos ou a alteração de outros, em decorrência do progresso tecnológico, e a disseminação de novos recursos, expressão assim usada, mais adequada e mais abrangente do que alguns termos anteriores: publicação, item etc. Recurso bibliográfico, por exemplo, escolhido como termo para a nomeação deste Manual, "uma expressão ou manifestação de uma obra ou de um item que constitui a base de uma descrição". Recursos eletrônicos, Cap. 9, substituindo Arquivos de dados legíveis por máquina. Recursos contínuos, Cap. 12, em substituição a Publicações seriadas (Serials), consequentemente, alterando, com os novos conceitos, a abrangência e a abordagem dos assuntos tratados em todos esses capítulos.
B – Recursos eletrônicos, Cap. 9, fazendo a distinção entre os recursos de acesso direto ou de acesso remoto; preferência ao próprio recurso como fonte principal de informação; opção para o uso de terminologia convencional na descrição física do recurso, não só dos já existentes como também de novos que vão surgindo, como CD-ROM, DVD, DVCAM etc.
C – Recursos contínuos, Cap. 12, incluindo as publicações seriadas (serials) e os recursos integrados em andamento ou de inclusão permanente, por exemplo, atualizados por folhas soltas ou site da web.
D – Exclusão da regra 1.4D4, que estabelecia o uso abreviado do nome do editor, distribuidor etc. na quarta área de descrição, quando esse nome fosse identificado na área do título e indicação de responsabilidade, restringindo a utilização dessa quarta área para fins de recuperação por sistemas automatizados.
E – Expansão da regra 1.6 – Área de série, abrangendo situações variadas desse dado, como numeração parte integrante do título, designação cronológica após a indicação numérica ou alfabética, a pontuação para cada caso, alterando também aquelas regras correspondentes em outros capítulos.
F – Criação do Apêndice E – Artigos iniciais, que consiste de uma lista de artigos dos idiomas mais frequentes e que entram na composição de alguns cabeçalhos, especificamente dos títulos uniformes.
Machine Readable Cataloguing Format = Formato MARC
Não é intenção deste Manual ensinar as regras do MARC, apesar de se tornar uma fonte prática para o seu estudo. Assim foram apresentados os campos e subcampos correspondentes às áreas da catalogação descritiva, aos pontos de acesso principal e secundários (com a exclusão dos de assunto), os indicadores, usando o símbolo # (jogo da velha) como espaço em branco e $ (cifrão) precedendo o delimitador de subcampo, com espaço entre eles, apenas para maior visualização da informação. E, a partir de 2009, como já informado atrás, a alteração do campo 440, pelo campo 490.
Resource Description and Access (RDA) = Recursos: descrição e acesso
Amenizando a expectativa da chegada de uma nova era para a catalogação, esta 5a. edição previa um Apêndice com um estudo preliminar, exposição comparativa entre as regras do AACR2 que permanecem e que surgem sob novos conceitos. Trata de matéria, que ultimamente tem preocupado não só catalogadores e professores de catalogação, mas também estudantes, que em alguns casos se vêm diante do impasse dessa mudança, sem saber se vale a pena aprender o AACR2, já que tão breve deve ser substituído. O RDA, mesmo em teste por um grupo de bibliotecas dos Estados Unidos, sob a direção da Library of Congress, é assunto que tem se avolumado na literatura da área, e hoje, já está anunciada a sua implantação para março de 2013. Antes de uma prática as questões teóricas se complicam, mas mesmo diante dessas dificuldades, esse estudo comparativo cresceu e não se comporta em um Apêndice como previsto. Será, de alguma forma independente deste Manual, colocado à discussão, esperando a contribuição crítica daqueles que já estão à frente desses estudos e também dos que virão a se interessar por eles.